Estávamos - eu e o eu-lírico - sob pressão da escuridão de uma noite escura, o eu-lírico queria se divertir, acho que um sorriso o satisfaria, mas não é fácil o fazer sorrir, não de uma forma sincera, e ele esta atrás dessa diversão, e com o passar do tempo, isso se tornou seu vício, mas a cada dia é mais raro ver o eu-lírico contente, ele passa por cima de tudo, ele nem pergunta o seu nome, e ele estava atrás de cigarros e fogo, e de vez em quando eu o indago: se você é o bem, porque se permite que eu te exorcize? Mas ele considera minha pergunta como uma piada, ele rir dela, e fala que eu sou único, o eu-lírico é inteligente, mas ele não me entende, e acho que nunca vai compreender minha filosofia de vida, e em uma rua qualquer ele presta atenção no decote e e nas pernas de uma garota, no qual o vento atrevido e bondoso fez aparecer, e ele mistura isso com minha razão...
Ele é único também pra mim, pois ele me faz sentir felicidade e medo, que são os melhores ingredientes pra qualquer receita, mas ele é estranho, ele não tem medo, aceita o desafio, e pensa o que ninguém esta pensando, ele encontrou seus cigarros e agora ele quer ir ao banheiro, eu rio dele, mas ele agora quer ir ao banheiro, em um paradoxo incompreensível, ele cogita comer algo, talvez um sanduíche, mas ele agora esta no banheiro, e a minha mente se pergunta: será que ele esta fumando? Ele corta meu pensamento com um grito... Tem papel aí?
Eu e o eu-lírico estamos num bar, o rapaz atrás da bancada logo rir do eu-lírico com sua pergunta, e fala que não, e eu-lírico sai do banheiro com um cigarro na mão, provavelmente todo cagado, e faz a seguinte observação comprovando minha premonição: contigo eu só me cago!
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